Sons de Clara
Aos berros da criatura mais adorável do planeta. Aos sons de Clara.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Bagunça plus silêncio
Minha casa sempre foi bagunçada.
Talvez quando eu diga "minha casa" soe realmente um exagero. OK. Meu quarto sempre foi muito bagunçado.
Mas na verdade, ele era assim porque eu era assim. Eu era uma daquelas crianças que joga a roupa que tira num canto do quarto e vai empilhando até a mãe gritar "Fiilha, tem roupa pra lavar aí no seu quarto??" Oppaaaa.. claro que tem =)
E daí, não mais que de repente, me dava um siricutico de cinderela borralheira e eu arrumava tu-di-nho. Pois bem.
Nessas de bagunceira-borralheira, eu me lembro de admirar as casas que eram silenciosas, e relativamente arrumadas. Adorava casas com toque quieto, daqueles que você é capaz de ouvir qualquer barulho que venha a ser feito dentro do recinto.
E aquelas casas silenciosas e bagunçadas?
No melhor estilo do filme "Marley e Eu" quando a Jennifer Aniston sai do quarto bem silenciosamente quando os filhos finalmente dormem. Aquela é a cena, a casa está bagunçada e absurdamente silenciosa. (até o Marley começar a latir por causa do barulho de um caminhão, mas isso não vem ao caso...)
EXATAMENTE aquela cena, da bagunça plus silêncio sempre me agradou.
Venho hoje dizer nesse blog que a minha casa, após dona Clara cair no sono, fica exatamente do jeito que me agrada.
Sei que soa estranho uma bagunça me agradar, mas não é tão bagunça assim.
Visualizem comigo:
Carrinho da bebê no meio da sala, várias (eu disse várias) fraldas dela espalhadas pelo meu quarto e quarto da minha mãe e sala, para a limpeza de qualquer eventual esforço estomacal desnecessário da pequena. Cobertores dela também se encaixam na situação das fraldas, afinal, nesse tempo ri-dí-cu-lo que São Paulo anda, nunca que sabe se vai ficar frio ou calor, e é ótimo ter um cobertor a mão.
Roupas, pacotes de fralda, brinquedinhos, fraldinhas e todo o resto de possível necessidade dela também andam pendurados pela casa a fora.
E o silêncio...
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
O choro-agoniante-da-cólica-mágica
Hi you guys!
Eu já comecei a deixar o Sons um pouco mais a minha cara como vocês podem ver. Adicionei alguns blogs sobre maternidade que leio muito. Aliás, adoro os textos divertidos e sinceros das mães dos blogs ao lado (quem tiver curiosidade e bom humor, pode acessar :} )
Eu e a minha gatinha já aprendemos muito uma sobre a outra nesses 23 dias de vida dela. Ou melhor, eu aprendi né...
Aprendi a diferenciar alguns sons peculiares dela... por exemplo, quando é choro de fome, ela chora diferente, com biquinho de dar até dó!!... Quando é cólica, dá um desespero louco nela, ela põe seus pequenos pulmões no nível máximo da coisa. É sufocante...de madrugada então... ógódi.
Ela faz sons enquanto dorme também... não só o choro-agoniante-da-cólica-mágica mas parece que ela tem sonhos ruins, ou sabe-se lá que raios toma conta dela, ela chora sem abrir os olhos e dorme de novo. Depois resmunga um monte, sem abrir os olhos e... simplesmente relaxa e dorme de novo. É uma coisa linda de se ver. De se acordar então...
FlashBack:
Fui conhecer, há mais ou menos um aninho atrás, as gêmeas sobrinhas de uma amiga. Umas gracinhas que gritavam pelas cólicas igual a minha baby... E a mamãe delas usava Funchicória. Era uma coisa fenomenal: um pózinho rosa que ela colocava na chupeta das meninas (bem pouco, pouco mesmo) e colocava a chupeta na boca delas.
U-A-U!
Um silêncio esplêndido tomava conta do apartamento.
Dias atuais:
Meu ouvido até treme, meu tímpano então... Chessus.... uma coisa louca. E eu querendo a tal da Funchicória. Acontece que eu pequisei o santo remédio e descobri que foi banido pela Anvisa. Segundo eles, não foi comprovado o efeito e a segurança na utilização em bebês recém nascidos.
Vou colocar parte da reportagem da Revista Crescer aqui:
"Mas, se mergulhar a chupeta no famoso pozinho não surte efeito, por que há algumas mães reclamando da decisão da Anvisa? O pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP), explica que os bebês podem até se acalmar, mas isso não significa que a cólica passou. Ele apenas se distraiu. Isso porque um dos componentes do remédio é a sacarina, um tipo de adoçante artificial, que, como toda substância doce, desperta aquela sensação de prazer. A mesma que você sente ao comer chocolate. “Não é recomendado que a criança consuma açúcar no primeiro ano de vida, muito menos adoçante”, alerta Reibscheid. Essa substância é artificial e desnecessária para o bebê. "
Fonte Aqui
Obviamente que, sabendo disso, eu como mãe nova, de prima, me assustei. Ué, se eu não posso dar açúcar pra criança, muito menos ainda darei adoçante, que faz mal até pra mim, que dirá pra ela! Fatos dados, não comprei a tal da Funchicória... mas lembro com saudades dos poderosos efeitos nas gêmeas.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O início da vida da Clara
Oi pessoal!
Já comecei a escrever a primeira postagem do blog com uma pausa... adivinha? Clara fazendo sons enquanto dorme. Resmunga, chora, e sem nem abrir o olho, e volta a dormir.
Comecei esse blog não só pra botar pra fora o desespero que é ser mãe de primeira viagem, com uma criança que, com 22 dias já está chorona, manhosa e briguenta!
Acreditem ou não, com esse tempo de vida, ela já faz birra de colo, chora com biquinho e olha de cara feia pra você. SIM! Ela olha de cara feia.
Mas... voltando aos motivos do blog, além do alívio, é pra relembrar e dividir as maravilhas de descobrir quais são as manias e os sorrisos de um bebê que é meu! Que depende tanto de mim, que precisa e me quer... que se acalma com meu cheiro! Essa sensação é mágica e só quem é mãe sente ou sentiu.
Realmente... Ser mãe é padecer no paraíso.
Bom... pro primeiro post vou contar como descobri e como foi a minha gravidez.
Descobri no dia 4 de Maio de 2012, uma sexta feira, após ficar enjoada comento um kiwi. Eu já vinha sentindo alguns enjoos no carro (pensando ainda que meu pobre noivo estava dirigindo igual um louco... coitado) e faltas de ar. E o sono então? Tínhamos acabado de nos mudar pra um apartamento só nosso, e eu simplesmente dormia das 19h as 6h da manhã... sem maiores explicações. Daí eu comi o tal do kiwi e pensei ''ninguém pode comer uma fruta saudável e simplesmente passar mal. Só pode ser uma coisa...''
Na lata! Comprei o teste e deu positivo. E deu desespero... e deu pavor... E tudo o que eu pensava era nos meus 22 aninhos. Muito bem vividos, sim, mas ainda sim, apenas 22 anos.
Certamente esse tipo de pensamento me apavorou por algum tempo, algumas semanas ainda depois de descobrir, mas eventualmente, e com a ajuda do meu noivo, foi passando.
A barriga foi crescendo, os sintomas foram mudando. Conseguimos descobrir o sexo lá pelas 20 semanas, por um chute do médico. Aliás, troquei de médico umas duas vezes durante a gestação. Motivos: muitos. Mas no fim deu tudo certo. Sentimos os chutinhos lá pelas 22 semanas que foram ficando beeeem fortinhos. Ela adorava quando eu assistia a novela Avenida Brasil, ficava bem agitada dentro da barriga, e adorava meu lado esquerdo.
Minha gravidez foi mega saudável, não tive nenhuma, nem uma reclamação do médico, quanto a peso (engordei 8kg na gravidez), nem alimentação, nem hidratação, exames, nada. Ela estava sempre perfeitamente saudável!
E daí nasceu!
Uma coisinha branquela, chorona, e linda!
Foto do parto:
Pra primeiro post, foi uma ótima apresentação.
Assim que dona Clara for permitindo, irei atualizando.
Té mais :)
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